Sesc Galeria [concurso]
Sesc Galeria [concurso]
março 2025
Menção honrosa em concurso aberto
Proposta desenvolvida com UNA MUNIZVIEGAS
Equipe:
Autores: Cristiane Muniz & Fernando Viégas (UNA MUNIZ VIEGAS), Israel Espín, José Amozurrutia, Gabriela Carrillo, Eric Valdez & Carlos Facio Gaxiola (Colectivo C733)
Colaboradores: Joaquin Gak, Leonardo Sarabanda, Ana Luiza Correa, Luisa Martins, Antônio Muniz Viégas, Sabrine Klitzke, Katia Castilho, Kevin Diaz, Paula Reis, Fernando Rodriguez, Eduardo Suárez, Gersaín Aquino, Pedro Domingues, Carolina Andrade, Joyce Meneses
A intervenção proposta para o edifício João Brícola busca transformá-lo de uma estrutura opaca e fechada em um espaço urbano permeável e poroso, sem alterações em sua fachada ou volumetria originais. O projeto conecta o edifício ao seu entorno — o Theatro Municipal, a Praça do Patriarca e o Anhangabaú — por meio de galerias no térreo e escadas rolantes que se integram à rede de passagens de pedestres do centro e através da criação de um recinto comum aos programas culturais da região. Os programas de acesso público (comedoria, auditório, biblioteca, centro de experimentação artística e turismo social) concentram-se nos andares inferiores, enquanto as atividades mais restritas ocupam os andares superiores, criando uma clara setorização vertical. Uma praça elevada entre esses dois blocos oferece espaços de convivência com cafeteria, área infanto-juvenil e jardins, emoldurando vistas privilegiadas para o Theatro Municipal e o Viaduto do Chá.
A abordagem busca trazer leveza ao edifício através de subtrações — escavando vazios nas lajes dos andares superiores para criar um átrio central com escada suspensa, trazendo ar e continuidade visual ao interior do edifício. Novos elementos em metal, vidro, madeira e vegetação contrastam com a massa existente e diluem os limites entre interior e exterior. Os jardins dialogam com outras coberturas verdes do centro, e um jardim d'água amplia a ambiência vegetal verticalmente.
A intervenção sobre o edifício histórico também constitui um ensaio do projetar em tempos de emergência climática e escassez de recursos. Em vez de demolir e reconstruir, o projeto requalifica uma edificação de quase um século, abraçando o princípio de que o edifício mais sustentável é aquele que já existe.
(texto adaptado do memorial conceitual entregue no concurso)
abaixo: pranchas entregues